Ministério cede e aceita aumentar salário dos médicos


Os sindicatos dos médicos e o Ministério da Saúde estiveram reunidos, na quarta-feira, em mais uma ronda de negociações. No final da reunião, os sindicatos estavam satisfeitos com a abertura mostrada pela tutela para aumentar o salário dos médicos.


Sérgio Esperança, da Federação Nacional dos Médicos, disse ao Diário de Notícias (DN), que o Ministério da Saúde se mostrou disponível para aumentar os valores das remunerações e das horas extras dos médicos.
Segundo o DN, os valores propostos rondam os 2.600 e 2.700 euros de base salarial. Na última reunião, o Governo propôs 2.488 euros, abaixo dos 2.540 euros avançados no encontro anterior.
Sérgio Esperança referiu ainda que nesta reunião “não houve ruptura. Houve algumas novidades em cima da mesa negocial, mesmo na questão das horas extras que ficaram agora de ser trabalhadas numa reunião a 4 de Outubro. A ideia é haver tempo para que os juristas analisem e trabalhem as propostas para que possamos colocá-las à consideração dos médicos”.

Na reunião da próxima quarta-feira, dia 26, Governo e sindicatos vão discutir a questão da lista de utentes que cada médico de família deve ter. O Governo propõe 2100 utentes por cada médico, mas os profissionais de saúde exigem um limite de 1900.

Como é possível isto acontecer num país falido? Os médicos continuam a gozar de um estatuo especial, não são como o comum dos portugueses que têm de fazer sacrifícios atrás de sacrifícios. Já agora quando é que atualizam as listas de doentes? É que há cerca de 13.000.000 de doentes quando Portugal tem uma população de pouco mais de 10.500.00 alguma coisa não bate certo. Além disso os médicos das USF recebem mais por ter uma lista "alargada" de doentes. Enfim é o país que temos.

Paulo Morais - Transparencia e Integridade


Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise. Entrevista de Luís Gouveia Monteiro.

Acha que a sua vida vale 4 €€ ??

A Chulice e promiscuidade que se passa em Portugal

EuroHealth Consumer Index 2012

Seguem 2 links com um documento e uma tabela resumo, que compara as performances a nível da acessibilidade, resultados, prevenção de doenças etc., de um conjunto de 34 países, incluindo Portugal (ocupa a 25ª posição). Daqui podemos tirar algumas conclusões (não tenho tempo para me alongar): mais médicos como por exemplo a Grécia, não significa melhor performance, nem sempre quem gasta mais em saúde tem melhores resultados, países como a Noruega onde os enfermeiros assumem um papel central no sistema de saúde, têm excelentes resultados.




http://www.healthpowerhouse.com/files/Index-matrix-EHCI-2012-120508-final-A3-sheet-substrate.pdf

http://www.healthpowerhouse.com/files/Report-EHCI-2012.pdf


Escândalo - Enfermeiros contratados por 4 euros/hora


O bastonário da Ordem dos Enfermeiros considerou hoje um «escândalo» que aqueles profissionais de saúde estejam a ser contratados a menos de quatro euros por hora, apelando a que «não aceitem» essas propostas.
«Isto é um escândalo para Portugal, para um país que se diz do primeiro mundo, que está a oferecer a profissionais altamente diferenciados um valor/hora que não se compactua nem com a sua profissão nem com a sua dignidade», afirmou hoje, no Porto, Germano Couto, admitindo que a Ordem tem recebido «um conjunto de denúncias» por parte de «dezenas de enfermeiros que têm contratos oferecidos a 3.96 euros à hora».
O bastonário reagia à notícia hoje avançada pelo Diário de Notícias, segundo a qual os enfermeiros contratados por empresas de prestação de serviços, que entrarem ao serviço a partir de hoje nos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, irão receber quatro euros por hora.
Germano Couto garantiu que a notícia «é real» e «há factos e provas», esperando que, porém, «não passe de um conjunto de intenções» e, por isso, possa ser «revertida por parte da [Administração Regional de Saúde] ARS de Lisboa e do Vale do Tejo e do Ministério da Saúde».
Admitiu ainda que o Governo possa estar a «pagar mais às empresas» para que estas tenham «o seu lucro», mas reforçou que «é preciso verificar» se as empresas estão a cumprir as condições contratualizadas com o Estado, recordando que com 3,96 euros/hora os enfermeiros vão receber 300 euros líquidos no fim do mês, o que não atinge o ordenado mínimo.
Actualmente, a tabela pública de vencimento dos enfermeiros «está em 1.020 euros» mensais, o que se traduz em «cerca de sete euros por hora», valor esse que «deve ser a bitola que o Governo deve utilizar».
O bastonário lançou um «apelo aos enfermeiros» para «que não aceitem estes contratos, caso assim tenham condições», acrescentando porém compreender que alguns o façam para «não perderem competências».
O também enfermeiro considera que há uma «falta de planeamento estratégico entre a formação» e as contratações actuais, assinalando que aqueles profissionais de saúde «não estão a ser contratados de acordo com as necessidades».
«A ARS de Lisboa e Vale do Tejo tem uma falta de cerca de 4.700 enfermeiros nos seus quadros», sublinhou Germano Couto, que fala em 2.359 médicos para 2.261 enfermeiros naquela região o que «é completamente ilógico».
Admitindo que os profissionais preferem emigrar a perder competências ao ficar sem trabalho, Germano Couto criticou o facto de Portugal estar a «formar enfermeiros para exportar», num momento em que existem necessidades no país.


Nota: não tenho palavras para descrever o que sinto. Repúdio não só o MS como como todos os enfermeiros que aceitam trabalhar nestas condições. É preciso um pouco de dignidade....

Une rémunération confortable au Portugal???

Une rémunération confortable au Portugal

Effectivement, afin de se représenter au mieux le confort financier de la profession d’infirmière dans chaque pays, il est plus intéressant de comparer la rémunération des infirmières par rapport au salaire moyen de l’ensemble des travailleurs dans le pays. Le rapport entre le salaire des infirmiers hospitaliers du secteur public et le salaire moyen des Français est de 1,1 ; tout comme en Belgique, au Danemark ou encore au Royaume-Uni (Tab. 2). Certaines infirmières européennes ont un niveau de vie très correct, c’est notamment le cas au Portugal où elles gagnent 1,7 fois le salaire moyen. En Allemagne, en Grèce, au Luxembourg, les infirmières sont également plutôt bien loties. Au contraire, en Hongrie ou en République Tchèque, elles ne touchent même pas l’équivalent du salaire moyen de leur pays. Des disparités plutôt choquantes qui donnent à réfléchir quant à la pénurie d’infirmières et au manque d’attrait de la profession dans certains pays d’Europe...

Tableau 1 – Rémunération des infirmiers en hôpital par rapport au salaire moyen, 2007. Source : Panorama de la santé 2009 : les indicateurs de l’OCDE


Cap sur la Finlande !

Rappelez-vous, suite à leur mouvement de démission collective en 2007 (article sur la démission collective en Finlande), les infirmières finlandaises avaient eu gain de cause. Depuis, elles voient leur salaire augmenter de 22 à 28 % sur 4 ans (350 à 650 euros par mois) et deviendront ainsi, en 2011… les infirmières les mieux payées d’Europe !

Fonte: http://www.actusoins.com/4395/salaire-des-infirmiers-en-europe-la-france-est-elle-bien-placee.html

Basicamente o que este artigo quer dizer, é que os enfermeiros em Portugal são os mais bem pagos da Europa (atrás da Finlândia, após aquela grande batalha em que cerca de 13 mil enfermeiros se despediram em massa, conseguindo um aumento entre 22 a 28% em 4 anos. Na altura ganhavam menos que a média da população), auferindo 1,7x o salário médio nacional. A média salarial em Portugal deve rondar atualmente 900€ (é difícil uma estimação exata do valor, dada a existência de cerca de 25% de economia paralela, com tendência para aumentar em época de sobre taxação). Este números estão quanto a mim desatualizados. Uma mulher da limpeza em Lisboa ganha sem se chatear 7,5 a 10€/h, mais do que eu. Já para não falar num mecânico que ronda facilmente os 30€/h (com todo o meu respeito).  

Relatório de Primavera 2012 - OPSS


Eu sou apenas um enfermeiro...

Substitution at the margin: physicians vs nurses

A ampla discussão sobre o alargamento das competências dos enfermeiros volta a ser tema. Num artigo do economista Pedro Pita Barros: Substitution at the margin: physicians vs nurses na 12ª Conferência Nacional de Economia da Saúde, Lisboa, podemos verificar que algumas das funções desempenhadas por médicos, podem ser desempenhadas por enfermeiros sem perda da qualidade dos cuidados.

Antena 1 - Entrevista a Pedro Pita Barros

Antena 1 - Entrevista a Pedro Pita Barros

Entrevista a Pedro Pita Barros


O especialista em Economia da Saúde Pedro Pita Barros avisa que “vai ser duro de engolir” o corte de 800 milhões de euros no setor da Saúde. 

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista Ricardo Alexandre, o professor catedrático da Nova School of Business and Economics defende que a questão agora é a de saber se a qualidade dos serviços vai ser afetada, o que só depende da forma como os profissionais do setor reagirem aos cortes financeiros.

Pedro Pita Barros admite que deverá haver a médio prazo uma sangria de quadros da Função Pública, ou seja, uma fuga de profissionais para o setor privado.
Fonte: Antena1

"Estado de arte..."

Nos últimos 2 anos tenho andado distante desta lides por motivos académicos. Após a conclusão da Pós-graduação em Higiene e Segurança no Trabalho (interrogo-me o porquê de não haver uma especialidade em Enfermagem do Trabalho ou Saúde Ocupacional, visto na legislação portuguesa existir a "figura" do enfermeiro do trabalho. ) na FCT da Universidade Nova de Lisboa (UNL) em 2010, neste momento estou a fazer um mestrado em Gestão da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública da UNL. Oportunamente irei colocando algumas temáticas na área da Gestão em Saúde sempre que me for possível, visto ser um tema cada mais actual.

Deixo aqui alguns documentos que são interessantes para quem gosta de compreender melhor o funcionamento do SNS:





Edição de 22-09-2011: "O financiamento do Serviço nacional de Saúde"


cartoons





Hospitais estão proibidos de contratar médicos e enfermeiros



Só com autorização do ministro da Saúde será possível admitir novos profissionais no SNS.


Os hospitais empresa (EPE) e os centros de saúde estão proibidos de contratar novos médicos e enfermeiros, seja a título individual ou através de empresas de prestação de serviços. A renovação de contratos também está, de momento, congelada. E só o próprio ministro da Saúde poderá autorizar excepções. Os administradores hospitalares que desrespeitarem a regra serão alvo de sanções e podem mesmo ser despedidos.
A medida, ontem publicada em Diário da República, é mais um passo na racionalização da despesa do SNS, com vista a cumprir as metas inscritas no memorando assinado com a ‘troika'. Ao Diário Económico, fonte do Ministério da Saúde, explicou que este despacho "insere-se na necessidade de um maior controlo e rigor na despesa do Estado, tendo em conta as metas e compromissos assumidos no âmbito da ‘troika'". O objectivo, garante a mesma fonte "não é poupar". "É impedir que a despesa cresça, de forma a cumprir-se os compromissos da ‘troika', mantendo o essencial e cortando no desperdício, sem comprometer a qualidade e acesso dos serviços" de saúde, justifica.
Recorde-se que, no início do mês, o Ministério da Saúde impôs um novo corte de 11% nos custos operacionais dos hospitais. E na terça-feira, o documento de avaliação do Fundo Monetário Internacional ao cumprimentos do memorando da ‘troika' reviu para o dobro o corte nas horas extraordinárias dos médicos e enfermeiros. Agora, os gestores hospitalares têm de efectuar um corte de 20%, em 2012, e outro idêntico em 2013 - uma maior exigência porque a ‘troika' entende que os hospitais são, precisamente, a área que maior risco apresenta ao cumprimento do memorando. 
Fonte: DE
(clique na imagem para ampliar)





LINK: http://www.sep.org.pt/images/stories/sep/accaosindical/2011/06/CarreiraEnf_junho2011.pdf

Petição IMPUGNAÇÃO DO AUMENTO DAS QUOTAS PARA A ORDEM DOS ENFERMEIROS


A 20 do passado mês de Novembro de 2010, foi decido em Assembleia Extraordinária da Ordem dos Enfermeiros o aumento sub-repticiamente designado de actualização faseada do valor mensal da quota. Desde logo nos insurgimos contra tal decisão, que consideramos lesiva dos interesses da maioria dos enfermeiros portugueses e igualmente ofensiva da sua dignidade.
Dispensando a dissertação acerca do que consideramos serem os factos que condicionam monetariamente os portugueses em geral e os enfermeiros no particular, bastando para isso um pouco de sensibilidade e atenção à conjuntura actual, centraremos a nossa atenção em dois aspectos considerados essenciais:
1 – A oportunidade da Assembleia Extraordinária;
2 – O resultado da votação.
Relativamente à Assembleia Extraordinária, pensamos que os preceitos que a motivaram (aumento das quotas como assunto primário), estão profundamente errados. De igual modo, consideramos inapropriado o local e a data da realização da referida assembleia. Como era de todos sabido, a 20 de Novembro de 2010 iria decorrer em Lisboa a cimeira da NATO, com todas as condicionantes que daí poderiam advir e que se confirmaram.
No que ao resultado da votação diz respeito, questionamos o “carácter democrático” da mesma. Nunca tão poucos decidiram o futuro de tantos quantos sejam os enfermeiros. Perante uma matéria polémica, controversa e fracturante, não seria pertinente considerar outras vias de manifestação democrática, como sejam o voto electrónico ou o boletim individual de voto enviado a TODOS os enfermeiros, independentemente de terem ou não as quotas actualizadas? Por outro lado refutamos liminar e energicamente os argumentos que sustentam o aumento das quotas, porque ausentes de qualquer sentido ético ou intelectual (uma espécie de sucedâneo dos “bens de interesse geral” da factura da EDP).
Assim, nós abaixo assinados exigimos:
- Realização de um senso/referendo/questionário a todos os enfermeiros a nível nacional sobre a matéria em análise:
- Disponibilização dos meios supramencionados para a efectivação dos resultados obtidos;
- Realização de Assembleia Extraordinária para impugnação imediata da decisão tomada a 20 de Novembro de 2010.
Por uma Enfermagem digna.



Solidariedade...

Cortar nos salários da função pública - Estamos sempre na berlinda




Uma crónica aqui, um comentário ali, um “estudo” acolá, um perito conferencia em qualquer lado e, paulatinamente, torna-se uma inevitabilidade “15 cêntimos de cada euro que v. ganha, caro leitor, são destinados aos salários da função pública “ fica-me uma interrogação -quanto pagou ele de impostos? Não sei, não posso saber, há sigilo fiscal, no entanto o meu salário é público. Está disponível na internet e em papel no Diário da República. Sobre esse salário também eu paguei os 15 cêntimos por cada euro que realmente ganhei. Sim, por cada euro que realmente ganhei pois eu não recebo envelopes no final do ano, nem tenho carro da empresa, nem telefone, nem criei uma empresa à qual pertence a minha casa e os meus carros. Não tenho nada, apenas o meu salário que é público, sem sigilo. Ainda hoje lia no jornal que os gestores da REN são obrigados a entregar declaração de rendimentos mas requereram que ela ficasse sigilosa. Porquê ? Porque é o meu ordenado público e o deles não? Ah os malditos dos funcionários públicos… E as parcerias público-privadas que sugam mais dinheiro que um tornado do Arkansas? E os Magalhães que rapidamente foram encostados? E as SCUT (lembram-se de João Cravinho, o pai delas e grande “combatente contra a corrupção” que, coitado, lá foi trabalhar para o estrangeiro para um bom tacho) criação deste partido que agora acaba com elas. E a Liscont dos contentores, e a Lusoponte de Ferreira do Amaral e agora de Jorge Coelho através da Mota Engil dona da AENOR que era presidida (se calhar ainda é) por Luís Parreirão Gonçalves, presidente também de não sei quantas SCUT, que era secretário de Estado do governo de Guterres que…criou as SCUT e concessionou várias ? E os pareceres jurídicos encomendados a sociedades de advogados e pagos a pesos de ouro? E os 30 milhões de euros pagos à GESCOM do grupo Espírito Santo por intermediação na compra dos submarinos? E..? E..? E…? E quem paga isso tudo? Os 15 cêntimos sobre todo e cada euro que eu, funcionário público de salário público não sigiloso, recebo. E agora querem que ganhe menos para terem mais dinheiro para mais pareceres, mais comissões, mais parcerias da treta. Pergunto: a despesa da Administração Pública com outsourcing será que também vai ser reduzida na exacta medida da redução dos salários dos funcionários públicos? E os Institutos Públicos também sofrem reduções na sua despesa? E..? E..? E a verdade é só uma, querem que eu passe a ganhar menos mas pagar…bom, pagar vou continuar a pagar o mesmo ou mais. Será que o privado está disposto a mostrar em que carro anda, em que casa mora e sobre quanto pagou impostos?

Eu estou, Quantos destes gurus estão ?