Quase 20% dos licenciados em enfermagem desde 2007 não exercem a profissão


“Dos formados desde 2007, 19 por cento não estão a exercer a profissão. Dos últimos formados, em 2009, esse número ascende a 29 por cento - 23 por cento estão sem qualquer actividade e seis por cento noutras actividades”, revelou Maria Augusta Sousa.

Este número faz parte de um relatório que está a ser ultimado pela Ordem, realizado a partir de um questionário feito a jovens enfermeiros.

A análise dos questionários permitiu também concluir que, “mesmo entre os que têm emprego, 56 por cento têm vínculos precários”.

“Isso causa desmotivações, e era um problema que não existia no nosso país. Mais de 40 por cento ponderam ou já ponderaram abandonar a profissão”, disse.

A bastonária revelou ainda que “há um aumento progressivo dos jovens a irem trabalhar para o estrangeiro”.

Apesar destes números, a bastonária garante que “as necessidades que existem no país não estão cobertas e há carências objectivas quantificadas”.

A justificação para isto é, segundo Maria Augusta Sousa, “a total dissonância entre políticas formativas e de emprego existente na área”.

A bastonária referiu, como exemplos, que “há hospitais onde os enfermeiros estão a prestar cuidados a 200 por cento, cuidados nas comunidades que não abrem porque não há enfermeiros e cuidados ao domicílio que é preciso reforçar [com mais profissionais]”.

“Não está concertada a oferta formativa com o que é a organização necessária para os cuidados de enfermagem. Por razões burocráticas, contenção de despesa ou utilização incorreta de pessoal não qualificado”, disse.

A bastonária referiu ainda que, segundo os últimos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o rácio de enfermeiros por mil habitantes na Europa é de 9,1, número que em Portugal está nos 5,9. (já cá faltavam os malditos rácios. É a cereja no topo do bolo. Pensava eu que a estupidez tinha limites...)

Maria Augusta Sousa falava à Lusa no dia em que foram divulgadas o número de vagas abertas este ano nos cursos do Ensino Superior.

O curso de Direito na Universidade de Lisboa e o de Enfermagem na Universidade de Coimbra (Universidade de enfermagem em Coimbra?? afinal também fabricam jornalistas em vãos de escada...) voltam a ser este ano os que mais vagas oferecem no próximo ano lectivo com 450 e 330 lugares respectivamente.

Os alunos poderão candidatar-se à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior a partir de terça feira, 13 de Julho." fonte: Destak

3 comentários:

Ministério da saúde disse...

Olá!
Você pode ajudar o Brasil a continuar livre da poliomielite! Ajude a divulgar informações aos papais e mamães, para que eles não se esqueçam de levar seus filhos menores de cinco anos para tomar a segunda dose contra a paralisia infantil, no próximo dia 14. Essa simples atitude faz com que as crianças do nosso país estejam protegidas de uma grave doença.
Caso tenha interesse em ajudar a divulgar a Campanha Nacional de Vacinação Infantil, e para obter mais informações ou materiais da campanha - como o filme e banners -, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br
Obrigado por sua colaboração!
Ministério da Saúde

palavrassincronizadas disse...

Ola eu sou recém licenciada, desde o dia 16 de julho de 2010 e neste momento, apos inscriçao na ordem encontro me a mandar curriculum e a responder a anuncios. No entanto, e no meio de tantas coisas que observei na internet resolvi aderir a um concurso na marinha portuguesa pelo que fui realizar testes e mais testes e ainda estou a aguardar os resultados.
Caso entre nao vou perder a oportunidade de ter um contrato de pelo menos 3 anos. Ao menos dão me trabalho e isso cada vez é mais raro, nos tempos que correm.
parabens pelo blog.

Ministério da saúde disse...

Não conseguiu vacinar seu filho? A vacina contra a paralisia infantil ainda está disponível em toda a rede pública do país. Vá ao posto de saúde mais próximo e imunize todas as crianças menores de cinco anos. A poliomielite é uma doença grave e não existe no Brasil desde 1989. Vamos ajudar a mantê-la longe das nossas casas!

Mais informações: comunicacao@saude.gov.br ou www.formspring.me/minsaude